Friday, February 21, 2020
A falta de uma proposta
O socialismo acabou quando a estatização dos meios de produção foi colocada a prova. A gestão pelo Estado fracassou por uma causa insuperável. A incompetência resultante da ausência do olho do dono. Outras causas existiram, como a corrupção, também inerente à ausência do olho do dono. O resultado: a queda do muro de Berlim.
Thursday, February 13, 2020
O romantismo ideológico
O romantismo ideológico nasce na adolescência, floresce na juventude e deveria entrar em colapso na maturidade. Só que não.
Monday, February 10, 2020
Quem tem alguma noção do valor do dinheiro no tempo sabe que R$1,00 recebido hoje vale mais que R$1,00 a ser recebido em qualquer data futura. Da mesma forma, quem tem alguma noção de comercio sabe que o comerciante está disposto a vender o ser produto pelo preço vigente. Segue-se, portanto, que quem tem alguma noção de lógica elementar sabe que é um absurdo uma empresa receber antecipado pela venda do produto e fixar um prazo de validade para a sua retirada, sem que isso seja justificado por custos de logística. É o caso, por exemplo, de um assento vendido por uma empresa de aviação. Se o passageiro pagar hoje se ele só vai voar no futuro, quanto mais no futuro ele voar melhor para a empresa. O absurdo é ainda maior no caso de uma empresa que vende, antecipadamente, créditos em reais para uso futuro, quando nesse futuro o preço do produto pode ser reajustado, resultando em uma utilização de uma quantidade maior de créditos para a obtenção do mesmo produto. E o absurdo torna-se ainda maior se essa empresa é uma concessionária de um serviço público, como a telefonia celular, por exemplo, que vende cartões pre-pagos com prazo de validade.
O governo, que aqui tem o mau costume de meter o bedelho onde não é chamado, em casos como este, fica explicavelmente omisso. A explicação é óbvia: incompetência e, principalmente, conivência.
Em finanças existem diferentes tipos de risco. Quem vende um produto para entrega futura e recebe antecipado, pode sim determinar o limite para o prazo de entrega para limitar seu risco de uma variação brusca no preço de mercado. Isso é um bom negócio para a empresa porque normalmente o custo de capital para a empresa vendedora é superior à taxa básica do merca. No momento que a empresa decide fazer essa operação, ela assume o risco de uma alta do preço do produto maior que o seu custo de capital??. Nesse caso, a forma virtuosa de fazer o negócio é prometer recomprar o direito de recebimento, ou obrigação de entrega, pelo preço da compra mais os juros. Agora, simplesmente cancelar o direito do comprador, sem retribuição, é uma prática viciosa que deveria ser submetida a punição.
O governo, que aqui tem o mau costume de meter o bedelho onde não é chamado, em casos como este, fica explicavelmente omisso. A explicação é óbvia: incompetência e, principalmente, conivência.
Em finanças existem diferentes tipos de risco. Quem vende um produto para entrega futura e recebe antecipado, pode sim determinar o limite para o prazo de entrega para limitar seu risco de uma variação brusca no preço de mercado. Isso é um bom negócio para a empresa porque normalmente o custo de capital para a empresa vendedora é superior à taxa básica do merca. No momento que a empresa decide fazer essa operação, ela assume o risco de uma alta do preço do produto maior que o seu custo de capital??. Nesse caso, a forma virtuosa de fazer o negócio é prometer recomprar o direito de recebimento, ou obrigação de entrega, pelo preço da compra mais os juros. Agora, simplesmente cancelar o direito do comprador, sem retribuição, é uma prática viciosa que deveria ser submetida a punição.
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