Já em 1798
Thomas Malthus nos alertava que o crescimento incontido da população resultaria
em um grande desastre.
Se Malthus estava errado com relação à consequência específica do problema, ele acertou o alvo ao indicar a demografia como o
maior problema da civilização.
O aumento
da produtividade agrícola e do agronegócio (o único segmento econômico em que o
Brasil se destaca) de fato restringiu a ocorrência da fome e da desnutrição
generalizadas a algumas das áreas mais pobres do planeta. Porém, Malthus acertou em cheio ao prever a
dimensão catastrófica das consequências do fato que o crescimento populacional segue um padrão geométrico, aumentando sempre
a base de cálculo sobre a qual a taxa de crescimento se aplica. Para quem não
tem familiaridade com este conceito, é a mesma coisa que juros sobre juros. 3%
ao mês equivale a 42,58% ao ano e não
apenas a 36%.
O mais
grave de tudo é que as taxas de crescimento tem sido maiores, me parece que por
razões óbvias, entre as camadas menos esclarecidas e mais pobres da população.
Isso, por consequência, leva a um denominador
sempre maior na medição dos resultados per capita dos programas sociais.
A grande
maioria dos problemas que afligem o planeta no século XXI tem, em maior ou
menor grau, origem no fenômeno da superpopulação: a deterioração do meio ambiente, o crescimento do crime e da violência, a
crescente dificuldade do combate ao uso de drogas e ao crime organizado, a explosão
populacional das favelas e ghettos (agora se tornando problemas também no
primeiro mundo), a ameaça do terrorismo
contra a civilização ocidental, a
imigração ilegal e a progressiva ocupação da Europa pelo islamismo, o populismo
de esquerda no terceiro mundo e o aumento desproporcional da demanda por recursos para a seguridade social.
Independentemente de fatos e lógicas, tenho para mim que as pessoas estão ficando piores. Não me parece ser um sentimento só meu. Tenho ouvido isso por aí.
Independentemente de fatos e lógicas, tenho para mim que as pessoas estão ficando piores. Não me parece ser um sentimento só meu. Tenho ouvido isso por aí.
Malthus,
durante mais de dois séculos, tem sido uma figura eminente na história do
pensamento econômico. Neste início do século XXI, entretanto, ele adquiriu o status de maior visionário
entre todos
os economistas de todos os tempos.
Por que me
lembrei de Malthus? Porque a recente crise carcerária é a materialização mais
medonha de suas previsões. Neste ponto, não quero ir muito além do grau de crueldade verificado. O
afrontamento ao poder constituído pode ficar em segundo plano. Revoltas em
prisões são relatadas desde que elas existem.
Mas quem poderia visualizar tanto horror se o crime organizado não tivesse se tornado mais poderoso que o poder constituído nos santuários do trafico de drogas. E o que é mais grave, obtido mais comprometimento com seus códigos que os princípios de cidadania da população como um todo. Lamentavelmente, temos que admitir que os bons cidadão que residem nas favelas são verdadeiros heróis de uma resistência contra os mandantes comunitários e contra os seus códigos. Também lamentavelmente, não podemos deixar de reconhecer que a principal força propulsora dessa resistência são as religiões evangélicas, negócios muito bem gerenciados para a exploração da miséria cultural de um povo miserável.
Mas quem poderia visualizar tanto horror se o crime organizado não tivesse se tornado mais poderoso que o poder constituído nos santuários do trafico de drogas. E o que é mais grave, obtido mais comprometimento com seus códigos que os princípios de cidadania da população como um todo. Lamentavelmente, temos que admitir que os bons cidadão que residem nas favelas são verdadeiros heróis de uma resistência contra os mandantes comunitários e contra os seus códigos. Também lamentavelmente, não podemos deixar de reconhecer que a principal força propulsora dessa resistência são as religiões evangélicas, negócios muito bem gerenciados para a exploração da miséria cultural de um povo miserável.
A esta
altura, para não esquecer que o nosso tema é Malthus, o número de favelados no
Brasil atingiu um número absoluto de mais
de 11 milhões de pessoas, mais de 6 % da população. Os dados são do IBGE, 2010.
Não há dados mais recentes.
Finalmente,
um desabafo. Acho que tenho direito.
O termo “aglomerado
subnormal”, para denominar as favela no Brasil, foi adotado oficialmente pelo IBGE a partir do
Censo de 2010. O termo favela, dos
poucos criados no Brasil e que é entendido em quase todo o mundo, foi colocado
para escanteio. Espero que os usos e costumes, mais sensatos que asneiras dos politicamente corretos, coloquem também para
escanteio as "viagens" subnormais desses burocratas.
