Sunday, March 01, 2020

O Papa Francisco outra vez, meu deus, que horror!


O papa Francisco, desde que foi eleito, tem se esmerado em expressar repúdio ao capitalismo, Suas posições sempre foram generalizadas na forma e românticas no conteúdo. Nesses pontos ele não difere em nada dos intelectuais de esquerda, notadamente dos latinos. Agora sua santidade resolveu convidar os jovens economistas de todas as partes do mundo, sem distinção de credo ou nacionalidade, para , em março de 2020, na cidade de Assis, iniciarem um processo de mudança global para repensar a economia com o objetivo de torna-la mais justa, inclusiva e sustentável, sem deixar nenhuma pessoa para trás. Não passei ainda do primeiro parágrafo e já não entendi: “sem distinção de credo ou nacionalidade” mas porque excluir logo a  nós, os velhinhos, que se temos pouco ou nada a contribuir, temos, pelo menos, a experiência dos fracassos em lidar com ideias utópicas.
Ora Francisco. O senhor, ao ousar promover um evento com tão formidável objetivo, deixa claro que tem plena consciência da magnitude de sua influência secular sobre grande parte dos habitantes do planeta. Porém para nós, os menos crédulos, deixa a dúvida se tem ou não consciência da irresponsabilidade que é, um não iniciado em matéria de economia, contemplar o desejo pueril de que uma iniciativa sua possa produzir um caldeirão de ideias capazes de mudar o mundo.
O caldeirão que distila as ideias de Francisco é repleto de esoterismos econômicos, bem apartados do padrão ortodoxo que caracteriza o posicionamento de economistas responsáveis.
As poções do caldeirão que produz o  receituário do pensamento econômico exotérico inclui controles de preços, distribuição de renda por decreto e outras bruxarias mais ou menos exóticas. Já em caldeirões mais sofisticados são destiladas poções mais refinadas, capazes de  moldar regimes inteiros conduzidos por caudilhos bolivarianos.
Em suma, é o supra sumo da irracionalidade e do desleixo do Pontífice, analfabeto de pai e mãe em temas econômicos, porém provido de um gargantão de enorme alcance, buscando emprestar autoridade  a propostas românticas e desprovidas de conteúdo ortodoxo .  Propostas ingênuas, visando a distribuição, para todas as partes do mundo, sem distinção de credo ou de nacionalidade,  dos instrumentos de provimento da compaixão e da fartura para todos.
Parece que boa parte das pessoas, principalmente no terceiro mundo, inclusive o Papa
Francisco, não entendeu ainda as lições da queda do muro de Berlim. É mais provável que essas pessoas não tenham tido o alcance ou não tenham querido entender que   não surgiu, até  hoje,  opção para  a propriedade privada e para o o livre funcionamento dos mercados. Elas  ainda guardam uma vaga nostalgia por alguma forma de organização social que não conseguem  definir com clareza. Esse ponto foi brilhantemente definido pela colunista do Telegraph,   Janet Daley  em   04   /  02   / 2012 .   .....” uma boa parte da população acalenta  uma vaga noção de que existe um modo completamente diferente de fazer as coisas, que é mais benigno e mais justo- no qual ninguém se machuca ou fica em desvantagem –-- e que está disponível para ser escolhido desde que os políticos tenham  a generosidade e a bondade de adota-lo.  Porque acreditam nisso?  Porque a lição que deveria ter sido absorvida no tumultuado final do século passado nunca encontrou o caminho da cultura  popular--– nem mesmo  do cânone  do debate  politico de alto nível.“ (Tradução do autor)
Segundo Francisco, há que buscar “uma economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a depreda. Um evento que nos ajude a estar juntos e nos conhecer, e que nos leve a fazer um ‘pacto’ para mudar a atual economia e dar uma alma à economia do amanhã.” E viva Janet Daley.
Não podemos esquecer que o Papa Francisco faz parte de uma categoria que inclui grande parte dos intelectuais latino-americanos, Caetanos, Chicos e outros. Não que Francisco possa ser considerado um intelectual, mas ele se credencia a participar do grupo pela constância com que repete frases feitas de críticas ao capitalismo e a seus símbolos. 


O coronavirus tem também seus efeitos positivos. Pelo menos no curtissimo prazo estaremos livres desse evento do Sr. Francisco.
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