Tuesday, November 26, 2019

Ethics and rationality


It is a common practice among people that follow religious, patriotic, or ideological dogmatic concepts to undertake the messianic task of imposing them on other people.  These concepts,  not necessarily based on rationality, are, as a consequence, unethical.

Sunday, November 24, 2019

Voltaire

"If God made us in His image we have certainly returned the compliment."
-- 
Voltaire (1694-1778), French philosopher, historian, author, poet

Unpopular thruths - verdades impopulares

Herbert Spencer

National sovereignty is a big subject.  There are almost 200 sovereign states in the world.

It would be interesting if it were possible to measure the correlation between subjective concepts.  If we place ethics and rationality in one group and in another we place religion, ideology, and patriotism, it is very clear, that the correlation between the groups would be very weak. On the other hand, the correlation between religion, patriotism, and ideology on one side and the driving forces commanding the politics of sovereign states, on the other, seems to be quite impressive. But it seems clear that ethics and rationality are not substantial driving forces behind governments.

You also don't need the aid of logic to understand that the condition of the present world is extremely volatile. The number of wicks makes clear the wide distribution of possibilities of an explosion. And the number of recent explosions is not unimpressive.




Saturday, November 23, 2019

O mercenário

O mercenário é o único guerreiro que não vai à guerra por ter sido obrigado nem por ter sido movido por   patriotismo,  religião ou  ideologia. Ele é o único que vai à guerra por um motivo ético:  ganhar o próprio sustento,

Thursday, November 21, 2019

A categoria do sub-óbito. (2) O Planejamento Econômico



A categoria do sub-óbito.  (2) O Planejamento Econômico
Sou da geração de economistas que viveu com maior intensidade o anseio de implantar um sistema de planejamento no Brasil. Eram os anos 60 e 70 do século passado  e o pano de fundo era o regime militar. Nós, os tecnocratas da época,  estávamos com tudo.
De lá para cá, várias tentativas fracassaram. Paulo Roberto de Almeida, em artigo no Estadão de        05/10 /16, explica as razões do fracasso e afirma de forma conclusiva: “ouso propor que não mais tenhamos planejamento estatal – o que não deve impedir a pesquisa econômica aplicada".
Não vou tratar aqui de um tema que esse articulista trata com rara  percepção. Recomendo que todos leiam o trabalho que pode ser encontrado em http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,contra-o-planejamento-estatal,10000080251. Prefiro cuidar aqui só de  aspectos não abordados  por Paulo Roberto de Almeida,  principalmente no tocante ao que o setor público pode aprender com o setor privado.
Concordo com tudo que ele escreveu, inclusive com o fato que o Estado deve sim realizar e patrocinar a pesquisa econômica aplicada. Eu acrescentaria ainda projetos específicos voltados para tecnologia e gestão.
O Aspecto organizacional e metodológico
O governo entende que pode planejar através de órgãos de planejamento. O Ministério do Planejamento, por exemplo, estaria apto a planejar  para a indústria, a agricultura, o comércio, os serviços, a tecnologia e outras áreas. Entende ainda que pode planejar para períodos que se estendem por mais de uma administração.
Mas nenhum executivo engole planos feitos por outros. Cada um tem suas ideias, suas ambições e sua postura para valorização pessoal e do cargo que ocupa. Imaginem um alto executivo do Ministério ABC explicando publicamente que está simplesmente cumprindo as determinações do Plano Quadrienal XYZ. Como ficaria  a posição do ministro,  que se não tivesse ideias próprias não deveria ser ministro? E no ano seguinte, tendo quase tudo dado errado, imaginem o mesmo executivo explicando que continua cumprindo o plano  porque nunca ouviu falar de avaliação de resultados ou de correção de rumos.
Aliás, em se tratando de setor público, alguém já ouviu falar dessas coisas?
O plano é um belo prato para divulgar, mas convocar a imprensa para dizer que deu errado e que é preciso mudar o curso, nem se Pindorama fosse Pasárgada.
Independentemente do tipo de planejamento, estratégico, tático ou operacional, não justifica aqui detalhar conceitos ou procedimentos . Só é preciso enfatizar que área de planejamento não deve  planejar, em discordância com a cultura popular e com o anseio de muitos ideólogos e tecnocratas. Uma unidade de planejamento não deve se intrometer mais que na condução do processo, dentro de uma metodologia geralmente aceita. A insistência em planejar para os outros nunca resultou em nada. Paulo Roberto de Almeida, que já mapeou vários planos desde 1930,  não deixa por menos: a " grande realização é, a cada vez, tornar a sociedade brasileira  mais dependente do Estado e do planejamento estatal. Uma coisa sustenta a mesma coisa...".
Quem tem que planejar são os mesmos que tem a função de  executar. Os especialistas no processo nem precisam ser funcionários; podem perfeitamente ser consultores contratados para a tarefa. Sua função é orientar os executivos de cada área  para que sigam procedimentos padronizados e coerentes  com os das demais áreas. O processo é normalmente desenvolvido em etapas. No nível mais elevado são dadas as definições globais como missão, estratégias, políticas, grandes metas  e objetivos. Nos outros níveis são detalhados os planos operacionais.
Em um país cuja ascendência é ibérica e onde os princípios adotados costumam ser mais românticos que práticos,  é preciso enfatizar que  planejamento é uma função altamente hierarquizada. Não pode deixar de ser. Se as definições não forem tomadas nos níveis de autoridade competentes e comandadas de cima para baixo, procedimentos não serão padronizados nem coerentes e as definições globais jamais serão refletidas em todos os níveis da organização. Lamento dizer que o planejamento é sim, um processo participativo e de negociações, mas definitivamente não é um processo democrático. É um processo fundamentado na disciplina, uma característica com a qual o brasileiro tem especial dificuldade de lidar.
O apecto político
O elemento mais essencial do planejamento é o comprometimento, espontâneo ou não, de cada executivo  com o que for definido e aprovado.  Na medida em que os planos são detalhados,  na sequência que vai do topo à base da organização, são definidos objetivos, metas e planos de ação de cada nível. Os planos só se tornam instrumentos hábeis de gestão na medida em que  são identificados nominalmente os profissionais responsáveis por cada ação. Qualquer o plano é inócuo se o sistema de remuneração variável  não tiver por base os resultados acordados durante o processo de planejamento.
Para entender bem o que significa 'resultados acordados' é preciso entender que o processo de planejamento  se estende às práticas de interação  política entre os diversos níveis da organização. É um processo de negociações sucessivas que buscam garantir que as grandes definições serão perseguidos com todo o comprometimento, desde o nível mais alto  até os funcionários menos graduados.
Em essência, o sistema de planejamento deve indicar o caminho para  que o conjunto dos indivíduos  envolvidos constitua um grupo em que as ações de cada um são coerentes com uma finalidade comum.
Isso pode acontecer no governo?
Sob todos os aspectos, sendo curto e grosso, não! Independentemente da determinação política, o governo não conseguiria nem explicar um processo dessa complexidade. O número e a diversidade de formação dos funcionários supera a capacidade de permeação de conceitos e, principalmente, de atitudes dentro do sistema. A logística seria  inimaginável, assim como a manutenção da  coerência entre os orientadores do processo. A administração de conflitos seria uma tarefa enlouquecedora.
Mas, ainda que se faça  uma abstração e se admita que isso seja possível, como ficariam o acompanhamento da execução e a avaliação de desempenho? O governo teria a disciplina e a persistência para essas atividades que só dão IBOPE negativo? Como o governo iria distribuir a autoridade para fazer disseminar por toda sua estrutura  a premiação dos vencedores e a responsabilização  dos que não entregarem resultados?
Não há outra conclusão possível. Os governos têm o dever de produzir definições  de natureza política e estratégica, mas não têm o direito de gastar  o dinheiro do contribuinte metendo o bedelho nos detalhes de execução, produzindo livros volumosos para desperdiçar espaço em prateleiras.
O Brasil  será, com certeza, um país melhor quando os trabalhos acadêmicos citarem o binômio energia e transportes e o plano de metas de JK não como os primórdios do planejamento estatal, mas como a sua fase áurea.
PARA MINEIROS VELHINHOS E SAUDOSISTAS
Quem não é mineiro com mais de 70 anos pode parar por aqui.  Este subtítulo foi colocado no Post só para trazer boas lembranças.
O saudoso Fernando Antônio Roquette Reis, então diretor do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, coordenou o primeiro trabalho de peso e de repercussão nacional feito por uma equipe dedicada à função de planejamento, o "Diagnóstico da Economia Mineira", publicado em 1968. Seus auxiliares de coordenação  foram Élcio Costa Couto e Álvaro Fortes Santigo. Entre autores e colaboradores, formou-se uma equipe formidável, tanto em números quanto em qualidades. Foram mais de 40 técnicos do mais alto nível que se podia obter no mercado da época. O "Diagnóstico" foi um sucesso. 
Com o advento do Governo Rondon Pacheco e as nomeações de Fernando Reis para a secretaria da Fazenda, Alysson Paulinelli para a Agricultura e Lúcio Assumpção para a presidência do BDMG, boa parte dos autores e colaboradores do Diagnóstico passaram a ocupar cargos executivos de porte. Bem formados, bem entrosados e bem liderados, deram o suporte técnico para que Rondon Pacheco se tornasse um dos mais produtivos governadores que o Estado já teve. Como evidência, estão aí a Fiat e a modernização do agronegócio, que foram encubados no fim dos anos 60 e princípio dos anos 70. Os coordenadores e autores do diagnóstico tem lugar reservado na história econômica de Minas Gerais.
Se o planejamento não emplacou foi porque os tempos mudaram e com eles evoluíram as práticas e os conceitos. Tenho certeza que muitos dos autores e colaboradores do Diagnóstico que continuam entre nós, depois de quase 50 anos, absorveram o entendimento que é preciso  deixar a economia funcionar sem muita  interferência do Estado.


Eu não participei do  do Diagnóstico mas tive a honra de trabalhar com Lúcio, Allyson e Fernando, no BDMG, no ministério da Agricultura e  na Vale.  Fernando, apesar de pouco mais velho do que eu, não foi diretamente meu mestre; foi mestre dos meus mestres. Quem me introduziu  nessa fabulosa equipe foi  João Ribeiro Ferreira Filho, o coordenador do volume IV (Agropecuária) do Diagnóstico da Economia Mineira,  que foi presidente de subsidiária da Vale (Valep),  sub-secretário de planejamento e  duas vezes diretor do BDMG. Ele continua sendo  o meu mestre mais precioso.






The devil

The devil is, unquestionably, the most creative of human inventions. He is picturesque, colorful, striking, and, consequently, a formidable character. He is, above all, effective.
No other thing or concept has been known to have so thoroughly achieved its purpose. No one has ever heard of his not being diabolical or of people being hypocritical about their fear of him.


Admiration for the devil as a literary figure must not be confused with demonism, which is a primitive practice defined by the freedictionary.com as:

demonism

n
1. (Theology)
a. belief in the existence and power of demons
b. worship of demons
2. (Theology) another word for demonology
ˈdemonist n

Political Correctness


In spite of the fact that most of the articles and quotes related to political correction refer to language, that is not the point at all. The problem with language is only that it sometimes produces ridiculous words or terms that are easy to make fun of, which obviously explain the overwhelming majority of the negative comments on the web. It is easy and appealing to invent a witty remark such as: "The object of political correctness is "to prepare a face to meet the faces that we meet."
The real point, however, its impact on the attitudes of people. It supports political positions which may be naive and misleading. Political correction normally appeals to the heart, rather than to reason or evidence. The most notable examples are those in support of populism and illegal immigration. It is interesting that most of the arguments related to racism could be better classified under the general heading of populism rather than as under a specific heading of racial issues. That, of course, results from the fact that racial issues have long been abolished as an abomination that modern society has execrated. Regarding political correctness, racial minorities have been treated, in most cases, as other nonprivileged segments of society. It is characteristic of populist behavior to treat racial problems as the result of historical oppression, placing racial minorities in equivalent standing as the third world populations that have been systematically drained of their potentialities by 'unfettered capitalism'. Right or wrong, these notes are based on this perception and will restrict the matter to populism and illegal immigration.

Political correctness is a cowardly concept. In essence, it suppresses rather than proposes anything.

The present immigration crisis is focussed on the tens of thousands of unfortunate people who risk their lives on a trip across the Mediterranean in the hope of a less inhumane life in Europe.  Life for the poor Africans, in their homeland, is simply unbearable. No wonder they prefer to take a risk that may cost the lives of their entire family. Some of them know that their perspective in Europe is not encouraging, but still better than no perspective at all.
Europe is now set to resolve the humanitarian problem. But the unasked question remains: a palliative is absolutely necessary at this moment


Os tempos estão bicudos - Macacos me mordam se isso mudar


É preciso começar por um diagnóstico realista.

Eis o  dilema do subdesenvolvimento. Propostas populares não funcionam e propostas racionais são impopulares.
Lamentavelmente o mesmo é verdade dos diagnósticos. Expor a realidade é extremamente impopular.
Qual governante teria a coragem, no Brasil de hoje, de afirmar que "pior que diagnóstico só o são as perspectivas" como escreveu Fernando Antônio Roquette Reis, coordenador geral do Diagnóstico da Economia Mineira, publicado em 1968 pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.
No Brasil de 2017 prevalece o sentimento da expressão  "me engane que eu gosto". Abrir o verbo sobre quem somos e para onde nos dirigimos é suicídio político no mundo ilusório e hipócrita  do politicamente correto.
Fernando Reis não foi diretamente meu mestre; foi mestre dos meus mestres. Eu tomo a liberdade de iniciar este post assumindo sua afirmação como a própria essência do que considero o diagnóstico da econômia brasileira em 2017.  Faço isso com especial reverência ao fato de que ele, na época, como alto executivo do governo de Minas, assumiu riscos políticos com que eu hoje, um mero aposentado, não tenho que me preocupar.
O momento deste post merece uma observação. Hoje, em fevereiro de 2017, espera-se que Temer realize importantes reformas, principalmente as da CLT e da Previdência, que representam passos importantes para o futuro equilíbrio fiscal do país. Este fato, entretanto, parece até mesmo simbólico com relação ao tema aqui proposto, que o Brasil é e será um país de avanços e retrocessos no campo econômico. Espero que estejamos em uma fase de avanços, posterior à pior fase de retrocessos que já enfrentamos, nos 13 anos de governos populistas. 

Ver Crises e Paliativos no Keep



Ver o Perigo está nas esquerdas, de Rodrigo Constantino no Keep.
"Na fase imberbe de nossa democracia de massas, estimulou-se a ideia de que não havia limite para financiar direitos. O atendimento ao anseio coletivo de produzir bem-estar social contornou a difícil tarefa de impor derrotas ao anacronismo, ao privilégio e à ineficiência.
Adotou-se a via clientelista: quer um direito? Então reserve uma fatia eterna da verba pública na Constituição. Se a soma de tudo ultrapassar a capacidade do Tesouro, aumentam-se os impostos e toma-se mais dinheiro emprestado, a juros de esfolar as gerações seguintes."
Em outro artigo, o Mesmo Rodrigo em Isto È de 03 de fevereiro de 2017, emenda: A tática usada pela esquerda tem sido a velha máxima romana: dividir para conquistar. Joga negros contra brancos, mulheres contra homens, gays contra heterossexuais, sempre de olho nas vantagens políticas dessa “marcha das minorias oprimidas”. Lança mão de um arsenal de hipocrisia, a ponto de vermos gays e feministas louvando o Islã para atacar o Cristianismo!
Essa esquerda banca a democrata, mas não tolera o resultado da democracia quando perde. Fala em amor, mas prega até jogar uma bomba na Casa Branca. Discursa em prol da tolerância, mas parte para a agressão verbal e até física contra os adversários. Louva a diversidade, mas só aceita quem reza a mesma cartilha politicamente correta. Condena o “fascismo”, mas tenta intimidar os demais, exatamente como faziam os fascistas." Concordo com você Rodrigo, as esquerdas não são mais esquerdas, deixaram de ter um sentido econômico para assumir o sentido  do coitadismo, limitado ao escopo  das lamentações e agressões à ordem estabelecida e a tudo o que é convencional. Além dos inimigos antigos, os EUA, as elites, os bancos e o capitalismo em geral, resolveram detonar o ocidente e quaisquer segmentos da sociedade que, por não serem oprimidos, automaticamente se tornam opressores. E aí, como você bem diz, joga  os oprimidos contra todos os que não o são.  Se você não é gay, negro, feminista, favorável à  imigração incontida ou defensor do equilíbrio fiscal, você é um agente da opressão e carece de generosidade e compaixão pelos menos favorecidos.
Às vezes fico pensando comigo mesmo, o que querem esses caras depois que perderam a bandeira dos socialismo?   Dá para entender quando se considera a classe dos políticos e funcionários públicos que têm interesses específicos em manter uma imagem de defensores dos oprimidos pela via de instigar a revolta de uma categoria contra outra. Dá para entender perfeitamente quando se caracteriza um fato de opressão. O que não se entende é porque é preciso balizar o bem e o mal em esteriótipos de comportamento em que o bem sempre está associado ao não convencional.
Os meios de comunicação da chamada esquerda tem procurado dar conotações negativas às palavras conservadorismo e austeridade.  De onde vem isso? Certamente não é do léxico. Nem é das famílias estáveis  nem das empresas sólidas nem dos países prósperos.  É natural que  jornalistas, ideológicos ou não, tenham vontade de que o léxico seja mudado, mas por favor esperem que isso seja feito pela evolução dos usos e costumes, como ocorre em qualquer idioma. Tentar fazer isso na marra é, na melhor das hipótesis, uma presunção ridícula.       .
O inimigo não é mais o esquerdismo histórico. O esquerdismo, hoje,  está na categoria do sub-óbito. Ele tem sua cota fundada no DNA cultural, mas não tem propostas para aumentar essa cota. O inimigo não está mais na ação das esquerdas, naufragadas nos governos do PT. O inimigo está na inação, no medo de agir, no medo da impopularidade. Estamos livres do PT e do PSOL por algum tempo. Mas não temos demonstrado competência para aproveitar o período de carência que nos foi legado pelas lambanças do PT.As corporações, que só se manifestam mediante ameaças, estão latentes. não estão ativas Se manifestam contra as reformas mas se  reservam sobre a exigências de mais beneses. Os tempos não permitem.O  ambiente não é propício. Sentiram o golpe e se colocaram na defensiva para recuperar o folego.
Leiam os períódicos de esquerda. Leiam Paulo Henrique Amorin, Beluzzo, Nassif, Carta Capital e coisas do gênero. Ouso até  sugerir que tenham a paciência de ler Jânio de Freitas e Andre Singer. Só tratam do que são contra. Nenhuma proposta exceto no campo político: como devem se unir para sobreviver os que sempre se dividiram em facções. Falam em se reinventar. Reconhecem sua decadência. Falam de direitos humanos, de combate ao racismo e defesa de direitos de minorias, como se essas fossem bandeiras da esquerda e não da sociedade como um todo. Ainda se acham  os monopolistas do bem nessas áreas. Nenhuma palavra sobre alternativas econômicas exceto sua discordância das reforma da previdência, da CLT e  uso de palavras de ordem do tipo conservadores, entreguistas e coisas do gênero. Alguns, de forma dissimulada, pregam uma revolução indefinida contra o sistema capitalista, mas sem coragem para mencionar o socialismo. Todos os pronunciamentos de "opinião" dos esquerdistas refletem o comportamento de um animal acuado.Como reagir? Como sobreviver? Toda a literatura disponível na mídia esquerdista  revela o esquerdismo como o inimigo mais frágil da racionalidade no momento político atual. Não existe mais um inimigo externo. Está aniquilado e não tem a ousadia de tocar em temas econômicos. .
O inimigo realmente mortal é a incompetência dentro das demais forças que fazem parte do ambiente político.  A descomunal prevalência do fisiologismo sobre os interesses nacionais.A incompetência generalizada.  Estamos, dentre os países relevante, entre os mais incompetentes do mundo. Somos a própria imagem do fracasso. Somos reféns do método Temer de combater o fisiologismo com amis fisiologismo, para garantir as reformas que ele pretende realizar por absoluta falta de opções. Como realizar essas reformas sem Jucá. sem Padilha, sem Maia, sem a sua própria índole? Temos que engolir isso porque não podemos esperar absolutamente nada do que virá em 2018. Ninguém  se elegerá em 2018 sem apelar para o populismo.E ninguém estará disposto a recorrer ao estelionato eleitoral feito por Dilma Roussef.  Só Temer tem o poder na mão sem ter prometido nada.O único pilar em que podemos nos amparar é o pilar do paliativo imediato e dos paliativos subsequentes. Vamos continuar sendo o país dos retrocessos e das correções paliativas. Não temos competência nem juízo.
Espero que eu esteja errado.

A nossa incompetência

Tudo começou com a nossa ascendência histórica.Herdamos a compulsividade de mamar nas tetas do governo. É muito mais fácil  e mais que produzir.  E é muito mais compensador  que competir. Para início de conversa, é uma opção mais  apropriada à nossa índole que trabalhar duro.Já detalhei este ponto.  Faço referência ao meu  post http://joaolucio-jlf.blogspot.com.br/2016/11/o-parasitismo-economico-no-brasil-o.html.




Diagnóstico realista. Reconhecimento de incompetências. Pontos fracos e forte, ameaças e oportunidades.
Responsabilidades no sistema federativo e municípios. Cobertura de déficits. Operações de salvamento.
Follow-up de diagnósticos de êrros. Tribunal Superior de Justiça. Check list dos horrores evidentes esquecidos após as ocorrências. Vigilância. Celulares nas prisões. Rebeliões de presos. Vasamentos de denúncias. Problemas de gestão complexa e comprometedores de popularidade (deixados de lado exatamente por esses fatores). Eficácia gerencial. Fazer as coisas certas. Agenda da eficácia.
Equilíbrio fiscal
Origens e aplicações de recursos
Benefício custo
Produtividade e distribuição da produtividade.
Desperdícios, privilégios, mordomias, parasitismo, CORPORATIVISMO
Estado enxuto. Superposições de funções.Govenabilidade estrutural. Número de pessoas se reportando ao executivo chefe. Cargos de assessoria mal definidos. Espelho nos países austeros.
Ambiente amigável aos negócios. Simplificação dos sistemas e procedimentos.
Proteção da concorrência
Controles e avaliações de resultados. Responsabilização de pessoas. Punição de fraudes e desvios de propósitos. Vigilantes.

Deu no que deu

Parei de escrever este blog em janeiro.
Além de estar desiludido com o Brasil, me pareceu que quase todos meus conhecidos portadores de uma cabeça pensante também estavam desiludidos. Isso não mudou.
Só que surgiu um fato novo, mais eloquente que os fatos desencorajadores que continuaram acontecendo quase no dia a dia deste Brasil irresponsável em que vivemos. Não faltaram alertas. A equipe econômica nunca deixou de avisar que a continuada falta de compromisso da maioria dos congressistas com o país acabaria levando ao aumento de impostos. Como compromisso de político só existe com o lema "desde que eu leve o meu o resto que se dane",  o desatino dos senhores congressistas acabou levando a um aumento de impostos.
Deu no que deu. Ou seja, uma vez que o equilíbrio fiscal não veio em dimensão nem em forma saudável para a sociedade : mais uma vez a tentativa de ajuste se faz de forma que ela recai principalmente sobre o executivo e distribui o ônus sobre a população como um todo. Não se toca em intersses de coletividades específicas como funcionários públicos, sindicatos, exportadores, importadores, entidades de classe, categorias de profissionais liberais, etc. Ou seja, não se abre nenhum ferida onde possa existir uma reação organizada e com poder de fogo político. E, como sempre, o ônus é inversamente proporcional à renda do índivíduo. O raciocínio é simples. O custo do transporte assim como os encargos sobre vendas pesam mais no bolso do pobre que no do rico.
As repercussões são dispersas, todos chiamos um pouco, cada cidadão individualmente chia num âmbito limitado. Os alvos possíveis são o Presidente e a equipe econômica. Além disso, como bem recomendado por Maquiavel, o mal deve ser feito de uma vez só Não é cômodo para a maioria dos  congressistas  que querem se manter isentos e ver o circo de Temer pagar fogo. Mas até para Temer o ônus é menor que o desgaste lento e progressivo que teria de emfrentar com cortes substanciais de gastos públicos.
O leitor está esperando que eu diga que isso é covardia. É claro que é. Mas acontece que no Brasil o caminho para o político com determinação e contundência é muito mais estreito que o caminho para o populistas e o equilibrista. Eu me lembro de poucos com determinação e contundência. Jânio Quadros e Carlos Lacerda são os melhores exemplos. Mais recentemente, Bolsonaro e Antônio Carlos Magalhães. Estou tratando só do estilo, é claro. Imaginem comparar o conteuúdo de um Bolsanaro com o de um Lacerda.  Já o soberano do equilibrismo foi  FHC, que eleito por maioria absoluta para dois mandatos consecutivos nunca se empenhou de verdade em fazer as reformas que o pais precisa. É certo que foi o melhor que tivemos após o regime militar. Por alguns,  chegou a ser classificado como estadista (estadista meia boca , se isso é possível).
Mas voltando ao corte de gastos.  Em 12/08/2016 escrevi publiquei um post entitulado "O Bafo da Onça" que continha o seguinte texto (tentando explicar porque Temer estava usando seu peso político para promover as reformas mas não estava cortando gastos): "  A redução dos ministérios foi pífia. O tamanho do Estado continua o mesmo. A burocracia que sufoca os negócios continua a mesma. E nem se ouve mais falar na redução dos mais de 100 mil cargos de nomeação discricionária no governo federal.
Dá para entender. Cortar gastos atuais implica em frustrar interesses de pessoas da convivência diária do presidente, de parlamentares de sua base de apoio e de funcionários influentes na burocracia estatal. A proximidade desses com a pessoa do presidente é muito maior que a das pessoas que possivelmente serão frustradas por cortes futuros. Efeitos imediatos geram paixões mais ardentes que expectativas criadas. Geram diferenças de natureza pessoal, não necessariamente de natureza política ou ideológica. Geram ódio e discórdia."
Quase um ano depois não mudou nada. 
Há quem continua esperando.  Muita gente pensa que o fato de uma eleição direta ter o dom de conferir ao futuro presidente  uma legitimidade mais visível que a de Temer será o diferencial para a viabilização de um governo competente. Ora, a não ser que ocorra algum fato novo e inesperado, com os candidatos hoje considerados  viáveis , não se pode esperar muito. Nem mesmo do Alckmin. Não podemos nos esquecer que nos debates com Dilma nas eleições de 2010 ele não teve  a coragem de defender as privatizações. É a opção mais razoável, mas não podemos esperar  dele nada de extraordinário. Porém, no ponto que o Brasil chegou, razoável já é ótimo. 
Também não podemos nos esquecer que o Congresso Nacional continuará a ter as mesmas características do atual. Não teremos, antes das eleições, nenhuma reforma política substancial. 
Portanto, no futuro previsível, continuaremos a ter um país governado a partir de padrões éticos inaceitáveis por políticos mais comprometidos com o fisiologismo que com o interesse da nação. Além disso,  a qualidade do eleitor, plateia para a qual estarão desfilando os atores que administram e legislam, não tende a mudar significativamente, a não ser que para pior. Os últimos dados disponiveis de taxas de fecundidade, obtidas no censo de 2010, demostram claramente que são maiores as taxas nas classes mais pobres e nas regiões mais pobres do país. 
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,quando-os-iguais-nao-sao-sempre-iguais,70001898689

Subsídios: qualquer idiota sabe que nenhum empreendedor investe em um  negócio cuja taxa de retorno seja menor  que a taxa de captação do mercado mais o spread que lhe é conveniente.







COLUNA NO GLOBO
O erro original
POR MÍRIAM LEITÃO
O custo fiscal do BNDES, o que é pago pela sociedade, triplicou entre 2007 e 2016. Quem pegou dinheiro a TJLP, durante a alta recente da inflação, chegou a pagar juros reais negativos, de –4%. Só para Belo Monte foram dedicados R$ 22,5 bilhões, mais recursos do que para o financiamento de rodovias em 10 anos. Os dados são do Livro Verde, em que o banco se defende das críticas.
Há um erro original nesta discussão. O banco reage como se fosse ofensivo duvidar das decisões tomadas por seus gestores, como se todo funcionário estivesse sob suspeição. Numa democracia, qualquer órgão público está submetido ao escrutínio das instituições e tem que prestar contas. O presidente do BNDES diz que o livro é uma prestação de contas. Na verdade, é uma defesa da ideia de que o banco nunca errou.
O tom do livro é técnico, mas tem premissas equivocadas. O objetivo da apresentação de Paulo Rabello de Castro é o de ficar bem com os “benedenses”, o que ele conseguiu. Acusou as críticas de serem “pós-verdade” e abonou todas as ações do banco ao longo de seus 65 anos de história. Afirmou que “resta claro e inequívoco que o BNDES nunca desperdiçou recursos preciosos do povo nem jamais os aplicou de forma temerária”. Nas entrevistas, foi além e defendeu até a ditadura.
No governo militar, o banco fez empréstimos com taxas de juros pré-fixadas, numa inflação em escalada, que acabou transferindo bilhões aos seus devedores. Colocou recursos em empresas falidas. Apostou em campeões que acabaram no cemitério das empresas. Isso é História do Brasil e não pós-verdade. No período recente, as controversas hidrelétricas da Amazônia, Jirau, Santo Antônio e Belo Monte, receberam R$ 40 bilhões. O livro sustenta que os projetos eram para garantir a “modicidade tarifária”. Esse é um jargão do governo Dilma, que, com ele, criou uma crise no setor elétrico.
Ele chamou de “fantasiosa” a afirmação de que houve uma política de campeões nacionais. Isso era dito abertamente. Luciano Coutinho chegou a afirmar que a política foi deixada de lado por falta de candidatos a campeões. Paulo Rabello precisa conversar com a realidade.
De acordo com o Livro Verde, os empréstimos tinham o custo fiscal de 0,3% do PIB ao ano em 2007, foi a 0,6% durante a crise e chegou a 0,8% em 2015, e 0,9% em 2016, nas contas que o banco fez. Pode ser muito mais, porque os dados precisam ser explicados. Quanto custou ao Brasil se endividar em meio trilhão de reais para financiar o banco? O ministro Meirelles fala em R$ 117 bilhões em dez anos de subsídios. Quanto custou sub-remunerar o dinheiro do FAT e do PIS/Pasep? Qual foi o custo de oportunidade?
O banco escondeu certas informações até de órgãos controladores, como Ministério Público e TCU, sob o argumento de que são dados protegidos por sigilo bancário. Quem usa 100% de dinheiro público pode usar esse biombo? No livro, o banco expõe dados agregados, mas a natureza das operações continua nebulosa.
O TCU tem tido dúvidas razoáveis em relação a operações feitas com o JBS. Algumas vão se esclarecendo, outras permanecem. Por exemplo: em 2008, o banco aportou quase R$ 1 bilhão no grupo, através de debêntures, para o grupo comprar a National Beef, nos Estados Unidos. A operação foi proibida pelos órgãos de defesa da concorrência americana. Em vez de exercer a opção de pegar o dinheiro de volta — já que a compra não foi realizada — o banco optou por deixar o dinheiro com o JBS. Fez um aditivo ao contrato, dando tempo até 2010 para que o grupo comprasse o ativo que quisesse no exterior. O TCU e a Polícia Federal acham que isso não faz sentido. E não faz.
É injusto falar que o JBS foi financiado para virar um “campeão nacional”. A maioria das operações foi para comprar ativos no exterior, ampliá-los e criar emprego em outros países. Nesse aspecto, o sentido do apoio foi bem diferente do que foi dado a outro controverso empresário, Eike Batista, que bem ou mal investiu no Brasil. E quando diz quanto foi transferido ao JBS é preciso trazer a valor presente. Como sabem os economistas, o valor nominal é enganoso.
O BNDES é importante para o Brasil, não é isso que se discute. Mas pode e deve ser questionado, porque é assim que acontece nas democracias.
(ComDiretora de Desestatização do BNDES entre 1993 e 1996, a economista e advogada Elena Landau diz que a ideia de o banco comprar a Companhia de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro por meio do BNDESPar é “essencialmente errada”, além de criar vários problemas e abrir um precedente perigoso. “Essa operação é um dos maiores absurdos que já vi”, af. Valor,23/07/20
Para se ter uma idéia da dimensão das dificuldades de viabilização do Brasil,  basta lembrar que qualquer processo nesse sentido, para ter sucesso, precisa que pessoas e instituições precisam abdicar se suas prerrogativas. Alem de privatizaçoes em grande escala, será preciso a extinção de estatais invendáveis, funções e cargos públicos, privilégios de políticos e funcionários, 

definitivo -


  1. Exoterismo econômico - ou Porque, mesmo usando uma pulseira de olho grego, Dilma  afundou junto com sua 'Nova Matrix Econômica"
  2. Motivos históricos e geopolíticos do nosso subdesenvolvimento
  3. Características e atitudes dominantes na cultura dos brasileiros

Neste capítulo, pretendemos deixar de lado as considerações sobre as instituições e os políticos e focar no comportamento das pessoas que compõem o que chamamos de sociedade. 
A primeira e mais terrível constatação sobre características e atitudes dominantes na nossa cultura  é que brasileiro gosta de governo. Precisa dizer mais?

Tudo que propusemos no capítulo anterior equivale a dizer que a principal carga das caravelas de Cabral, e a que mais contribuiu para a formação do Brasil, foi o DNA ibérico, que os tripulantes desembarcaram diretamente nas vergonhas das índias.

A esse DNA somou a indolência das graciosas nativas e dos escravos vindos da Africa


As características e atitudes dominantes na cultura dos brasileiros não favorecem a produtividade nem a distribuição da produtividade nem o crescimento econômico nem o equilíbrio fiscal. As chamadas elites de intelectuais, jornalistas engajados, artistas e celebridades em geral que compõem o mais atuante grupo formador de opinião no país,quase sempre,  apoiam o comportamento de sindicatos, movimentos sociais, militantes partidários, conselhos de profissionais liberais, e manifestações diversas que conformam com posições políticas paternalistas e assistencialistas e comportamentos românticos e politicamente corretos dos diversos segmentos da sociedade. Tudo isso, se for visto sob a ótica do que influencia as decisões do executivo e do legislativo, e mais recentemente até do judiciário, favorece as decisões que criam direitos, leniências e mecanismos de proteção contra eventuais rigores da Lei e desfavorece as decisões que impõem obrigações e responsabilidades sociais aos cidadão,  mantêm a ordem pública, garantem o direito de propriedade, facilitam a realização de negócios, etc.
O resultado é que estamos na rabeira de quase  todos os indicadores econômicos e sociais regularmente publicados por organismos internacionais como o Banco Mundial, a OECD e a ONU. Començando pelos indicadores de produtividade, que para quem conhece economia e seus reflexos sociais, é o principal indicador dos resultados de um país. O Brasil no ano de          ocupou a      posição no ranking mundial. Os indicadores da renda per capita e da distribuição de renda são consequência direta da produtividade, sendo que a distribuição de renda reflete (ou deveria refletir) a distribuição da produtividade, seja entre as pessoas ou as regiões. 


O inimigo maior

Está definitivamente descartada a hipótese de uma esquerda coerente e viável  com uma proposta coerente e viável.
A ficha não caiu com o muro de Berlim. Foi preciso que ruissem também  os sonhos ambivalentes gerados por governos assumidamente esquerdistas na Venezuela, na Argentina e no Brasil, países de inegável porte econômico,  para que os pilares políticos do esquerdismo partidário desmoronassem. Não que esses governos tivessem assumido proposições explicitas de deslocamento do capitalismo e de implementação de economias socialistas de fato, como a socialização geralizada dos meios de produção. A Venezuela foi o país que chegou mais perto disso e foi também o país que sofreu o mais retumbante fracasso.
Os fatos estão aí para quem quiser medidas de resultados. Elas não são o objeto deste post, assim como não o são os poucos alucinados que insistem em negar esses fracassos ou atribuí-los ao superpoder que sempre se faz presente com sua implacável missão de aniquilar os pobres. Em outras palavras, o poder de compra, magnificado nas formas  de negócios, de classes sociais e de um país icone, os EUA.
O fato é que o esquerdismo politicamente organizado está catando os cacos e procurando se reinventar para sobreviver. Mas atenção: sem nenhuma proposta, só apelando para a união de facções. Leiam umas tantas publicações de esquerdistas e formem suas próprias opiniões. Leiam Carta Capital,

Wednesday, November 06, 2019

Thinking is all it takes to make you a freethinker. Millôr Fernandes. Tradução mais ou menos de "livre pensar é só pensar."