Friday, August 28, 2020

O viés conservador

 

O viés conservador é, em economia, essencial. Economia não aceita porraloquice.

A estabilidade precede a tudo. A  partir dela pode-se obter a  formação de poupança, a atração de investimentos , a produtividade e a distribuição da produtividade. Sem esses elementos não há como alocar de maneira eficáz os recursos escassos entre fins alternativos. Não existe nenhuma evidência histórica de sucesso obtido através de governos paternalistas e assistencialistas. Apesar de que, para muitos, a ficha não caiu,  o muro de Berlin caiu e , junto com ele, em efeito dominó, todos os regimes socialistas da terra , exceto Cuba e Coréia do Norte.

A política, sendo o pano de fundo de tudo em uma sociedade democrática, é o grande desafio. Lamentavelmente, não existe receita para melhorar a qualidade da política que não seja a evolução cultural da sociedade. Aí reside o grande paradoxo: isso só é possível com a evolução do nível da política.

Este é o dilema causado pelas grandes populações. O mundo era mais fácil antes da explosão demográfica. É possível que tenhamos perdido o bonde da história.

A incompetência da minha geração, e das imediatamente anteriores, é responsável por isso.

O regime militar é hoje, com toda justiça, criticado pelas agressões aos direitos humanos. Poucas pessoas enxergam

que a visão de um Brasil  auto suficiente, o nacionalismo e a perspectiva puramente local dos militares foram os fatores que nos fizeram perder esse bonde. Foi a única ocasião em que o país teve condições políticas de cair no mundo real, pelo bem ou pelo mal, (com certeza, na época, pelo mal), mas jogou por terra aquilo que não se pode negar ter sido uma oportunidade. Nunca ouvi dizer que os formuladores de política econômica, nos 20 anos de regime militar, tivessem procurado se espelhar no que se passava, na época, nos países asiáticos. Nem mesmo no Chile, cujo regime,  apesar de ter sido o mais sangrento, foi a mais eficaz, sob o aspecto econômico, dos regimes autoritários da época. Talvés eu esteja fazendo uma injustiça a Octávio Bulhões e Roberto Campos, mas como posso saber se eles nunca reclamaram, ou nunca puderam reclamar publicamente.

Não se pode negar que o regime militar teve méritos no aspecto econômico . Quem viveu a ultima metade do século XX certamente saberá reconhecer que  a modernização do agronegócio, promovida por Alysson Paulinelli e o plano real, apoiado por FHC, são hoje pilares de sustentação da economia do país.

Me recuso a creditar Lula por  qualquer  mérito exceto o de não ter destruído a estabilidade que herdou do governo anterior. Isso ficou na conta de Dilma. Me recuso premptoriamente a aceitar a adoção do fisiologismo e da gastança que ele hoje defende como tendo sido essenciais para obter ganhos sociais questionáveis, hoje diluídos ou totalmente desaparecidos no caos econômico e político em que Dilma jogou o país .Também me recuso a reconhecer FHC como estadista, apesar do plano real e das privatizações. Eleito no primeiro turno por duas vezes consecutivas, não teve a grandeza necessária para enfrentar o congresso e fazer as reformas que o país até hoje necessita. Não foi totalmente um fraco, como Itamar Franco ou José Sarney, mas não teve a contundência para exercer o poder conforme  princípios que caracterizam os grandes estadistas. Como Tancredo Neves, FHC procurou mais defender o seu que as suas convicções. Além disso, embarcou na prática de trocar cargos por apôio político. Nem por essas falhas, entretanto, FHC deixou de ser o menos pior entre os presidentes dos anos pós democratização do país. Vamos esperar agora pelo Bolsonaro, fazendo votos para que seu estilo paspalhão não atrapalhe muito.

Wednesday, July 22, 2020

Ethics and rationality

If we consider that ethics and rationality are what really matters, we must accept that any impediments to independent thinking are of a pernicious nature. Religion, patriotism, and ideology, the major sources of dogma, are made of preconceived concepts and ideas which, if ingrafted into the minds of people, will impose, in the decision-making process, a bias that may counterbalance the urge for ethics and rationality.  It is as simple as that. It is a matter of choice. Incompatible positions cannot coexist in the same mind. If you choose to be ethical and rational, you must understand that if you must discard the adoption of any religious, patriotic, or ideological principles. Any claims to lodging such opposed principles in the same mind is a contradiction

Friday, June 05, 2020

IMF, The Myth


Is it legitimate for the IMF to impose policies and courses of action to borrowing countries? Should it impose clauses that result, to any extent, in waiver of sovereignty by the borrower?
Should the IMF’s prime concern be that of rescuing countries in critical moments? Should it operate as a hospital’s emergency ward rather than as a health preservation unit?
How effective can the IMF be as a firefighter in the financial crisis? How big is it? Is its contribution substantial? What has been the outcome of its interventions? Have the borrowing countries effectively acquired a culture of ‘good economic judgment’ or have they returned to the customary populism after IMF’s withdrawal? To what extent are the sponsoring countries also keeping ‘good governance’ practices? Are they also drifting towards inconsequent populism and fiscal irresponsibility? To what extent are budgeting and spending criteria taking into consideration the burdens that may be being slyly transferred to future generations? Are the present rulers concerned with sustained stability and growth or committed only to immediate electoral advantage? Are the sponsoring countries in a moral position to impose austerity upon others? Does the IMF have the competence to follow up on the economics of different countries and to provide them with reliable economic guidance?

It may not be legitimate to impose any conduct but it may be legitimate to patronize good governance based on ongoing results:
  • Balanced budget
  • Level of maintenance and investment in infrastructure
  • Size of government
  • Rate of inflation
  • Economic growth
  • Debt level
  • Tax burden
  • Free trade indicators
  • standards of productivity and competitiveness
  • Respect for contracts
  • Respect for patents
If it is the sovereign decision of a country to follow these standards and if the country has shown the ability to do so during its recent history, then it qualifies to be patronized. Then it qualifies to receive loans that do not condition it to waive its sovereignty.
It is a crooked outlook on the world to defend that public and preferred funding should be restricted to benefit the fallen, the unsuccessful, and the victims of the crisis. Why not benefit those who are dedicated to preventing falling, achieving success, and to avoiding crisis. Why should the emphasis be on bailing out rather than providing support for the sustainable maintenance of good governance? Why not provide incentives to sound conduct rather than stuffing bitter remedies down the throat of those who irresponsibly exposed themselves to catching the plague. To guard countries against global risks is a noble objective but it does not need to be achieved through acts of charity, combined with presumption and arrogance, at the moments when bad governance has already led to the proximity of disaster.
It will be argued by the romantic liberals that this will make the rich richer and will not help the poor. Wrong. It will help those that are really developing nations, (in opposition to those that would classify in the politically incorrect category of underdeveloped nations). Hypocrisies aside, it must be faced that a great number of countries are best defined today by the terms ‘backward’ and ‘underdeveloped’. All that is needed to confirm this statement is to take a careful look at the present situation of countries that were, in the past, assisted by the IMF. In how many of them, after full disbursement of the loans, have the good governance practices prescribed in the loan agreements been kept by the local rulers. Where exactly did the impositions of the IMF become local culture?
The attitude of the IMF is very much like that of a ministry of planning that draws an elaborate, artfully justified, detailed, and, of course, bulky plan, and then hands it out to the other ministries to execute. It is not difficult to conceive why it will all have been a waste, even if we consider that the ministries of planning employ some of the best economists in the country and that the President will personally support the plan.
It is time for the brilliant economists employed by the IMF and, of course, the sponsoring nations, to face the facts. There is no evidence whatsoever that conditioning loans to the practice of sound economics have perpetuated that practice in any country. They should also face the fact that the IMF is not so relevant to the world economy that its change in conduct will result in any kind of disaster. Its total assets, of approximately US$ 450 billion, are peanuts compared to those of the European Central Bank, of approximately 3.1 trillion Euros. For the sake of comparison, the assets of the IMF are only slightly bigger than those of the Brazilian Development Bank alone.
So, a proposition of change in conduct appears to be very reasonable: past failure should lead to such consideration.
Of course, the IMF is still a respected institution and its officers and employees enjoy good financial compensation and even prestige in the international community. They will fight to the last penny of their salaries against any change that removes the aura of glamour from their jobs. Also, nations like to be thought of as charitable institutions, providing aid to the poorer. Even in the countries where, during public demonstrations, posters are displayed by the masses summoning the IMF to go home, there is a certain reverence for supranational institutions and a certain way of viewing their conduct as messianic. And there is, no doubt, among the ideologists, the romantics, the artists, and the inexperienced in general, the myth of sanctification of poverty and the demonization of success. In sum, the average voter of most third-world countries will not perceive value in the change nor will they support the candidates that advocate it.

Sunday, May 03, 2020

Will we ever learn?


Will we ever learn?
An edited version of the article posted in 2015
In moments of great instability, when a country is ridden with inflation, recession, and the consequent growth of unemployment, the prescriptions of the orthodox economic model may result in undesirable consequences. Reducing government expenditure and increasing the rate of interest may lead to reduced demand and reduced economic activity, thus increasing unemployment and decreasing tax revenues. If the reduction of revenues is greater than the reduction of expenses, the result will negatively affect the fiscal balance, thus increasing the inflationary pressure. It is a situation devoutly to be avoided.
The danger of using orthodox measures in times of recession lies not only in the immediate bitterness of the medicine but also in its frightful possible side effects.
But many countries are now facing that situation. They have shunned all opportunities to keep a distance from it and must now withstand, as a consequence, the fact that practically all decisions regarding the future become a dilemma.
Brazil is today, one of the most evident and significant cases of countries in such a situation. Greece may be excluded from the picture because, being in the Eurozone, its concern is with debt and shortage of cash, rather than with inflation.
It is of little use to lecture the leaders of these countries about the disasters that they (or their predecessors) have caused. The problem is a fact and it must be managed. Besides, it is very improbable that the present leaders of these countries, who have not learned from history, will learn from lectures.

There is no universally accepted formula to deal with simultaneous inflation and recession.
Economics, unfortunately, must face paradoxical situations. Past mistakes cannot be undone. New mistakes may be frightful. And it is naive to assume that politicians are willing to submit their appetites to the higher interests of nations.
It is certain that neither Greece nor Brazil will adopt effective and economically material measures to shorten and to abate the crisis.
Greece will, of course, enact the legal requirements of the bail-out agreements. But it will implement them negligently and grudgingly. It will not be surprising if, within a few years, it will be negotiating a new bail-out. Agreements that impose upon the sovereignty of countries have never proved to be very effective. There are no convincing precedents that they have the faculty to convert irresponsible and profligate countries to faithful followers of the culture of austerity.

But let us return to Brazil. It is facing what is probably the worst economic, political, and ethical crisis in its republican history. The president is already in the 9th month of her second term and has not yet proposed anything of real significance. Only palliative cuts in government spending and, of course, tax raise, in the form of a " fiscal adjustment program". This program relies on a 60% tax raise and a 40% reduction in expenses. The new Minister of Finance, a man of liberal (in the economic sense of the word) principles, has assumed the parentage of this program. He deserves great sympathy. He accepted the job and unselfishly secured to himself the condition of a foreign element in a snake pit. He knew very well when he made the decision. that the president herself and her political entourage would do their best to surreptitiously sabotage him and, if possible, make him the scapegoat for new mistakes. Whether he fails or prospers, let us not forget that he dared to risk his ass for the country.
The adjustment program, even before its full implementation, has already been proven insufficient. The president has officially submitted to Congress a budget for 2016 with an uncovered deficit of R$ 30 billion. This is not a joke. In the proposed budget, the uses are greater than the sources of funds. It is something like resorting to a question mark to balance debits and credits.
Standard and Poor's has just announced, for the second time in less than one year, the downgrading of the country. It is no longer a member of the select list of countries with "investment grade", a ranking it had acquired only 7 years ago. This seriously aggravates the situation, particularly from a political point of view.
As the executive branch insists on raising taxes, top politicians, even those traditionally supportive of the government, are changing their discourse. They are now calling for more substantial cuts in spending before increasing the tax burden. However, their points of view change as frequently as day-to-day events affect their interests. The speakers of both houses of Congress have recently gone back and forth in their positioning. Mr. Renan Calheiros, of the lower house, less than three weeks ago, became, as the press put it, a new convert to Ms. Roussef1s inner circle of unconditional supporters. Last Thursday, however, he made a public statement that any assumed liberal (again in the economic sense of the word) would welcome as his own. Mr. Eduardo Cunha, of the senate, moved from a moderate to a bitter critic of the president as he was officially charged with corruption. The Vice-president, Mr. Michel Temer, a man of a notoriously high cultural level (which may explain the mutual intolerance between himself and the president) recently abdicated the position of political coordinator of Government. Last Thursday, he stated that the remedies to the economy must not be too sour. It has become almost impossible to point out who opposes and who supports the government. The official opposition is so distant from an agenda or a platform that it could be classified as a nonentity.
Alternative means of raising taxes, however, have been announced and dismissed, as the creativity of officials is put to work. A new alternative is announced as soon as a previous one is dismissed because of public or political resistance. No budget cuts of great impact, however, have been considered. The president's rate of popular approval is only around 7%. She has become so unpopular that she avoided the traditional presidential speech to the nation on independence day. If her face is shown on TV, the noise of protesters beating on kitchen utensils is immediately heard on the streets. There is a generalized sentiment that she has lost not only political and popular support but also any reference to consistency and coherence. She is no longer perceived to have an agenda. She is no longer perceived to run the government. She insists on denying what is obvious and in asserting what is absurd. Most of what she says in public does not make sense. The press consistently makes fun of her incomprehensible and ludicrous statements.
Ms. Rouseffs low popularity is the outcome of years of populist irresponsibility, mismanagement of the overwhelming spread of corruption within the government's party and its allies. Even members of the opposition are being submitted to inquests by the Federal Police. The New York Times recently published that about 40% of congressmen are in some way involved in corruption.

But the total isolation and lack of direction of the president is perhaps not the chief cause for effective measures not to be taken.
Ideology and incompetence are at the basis of the problem, but at the surface is the yet scarcely mentioned fact that cuts mean enormous numbers of dismissals of Worker's Party militants and political protégés of its allies. These militants and protégés have been strategically appointed to accommodate personal appetites, to open corruption channels, and to compensate for the loyalty of congressmen for past and future favors. Political appointments as a means of exchange for political support has been a widely accepted practice in the country since the re-democratization occurred in the mid-'80s. Cash, of course, has been used too. During the government of ex-president Lula, top leaders of the Workers Party were condemned and sent to jail for buying political support. The scandal, at the time, was widely covered by the média. It was called "mensalão", referring to the fact that payments were made every month. But even after that scandal, tough cash handed out, which never stopped, is perceived as corruption, the use of absurd practices of recruitment for public jobs is normally perceived as a casual matter. It has been conducted openly and candidly as if paying taxpayers' money to inapt or unnecessary functionaries, in the form of salaries and benefits, were not as unethical as subtracting money from government coffers. This seems to be the level to which the ethical perception of a large portion of the population has been lowered in the country.
Now, returning to the question of what can be done. The numbers are impressive. It is estimated that there are approximately 130 thousand federal government executives and "assistants to" that have been appointed by discretionary decisions. Because civil servants appointed through ordinary procedures have tenure, any dismissals would have to concentrate on this lot. The minions of heavyweight dignitaries
The reduction of ministries from 39 to maybe 20 would help, of course. But very little if there is no elimination of jobs. Freezing salaries might help, in the long run, but its impact on the feelings of individuals toward the government is similar and more widely spread than cutting jobs. Cutting down on fringe benefits, such as cars for personal use would upset exactly the most influential people.
The overwhelming question, therefore, is: how many jobs and which ones can the government afford to cut without creating uncontrollable personal hatred within its ranks? If the Workers Party is now agonizing, could it ever survive such a shock? If the so-called "allied basis" of the government in congress is now totally inconsistent in its loyalty to Ms. Roussef, it would probably become consistent in grudging that loyalty.
Returning, to the initial considerations of this post. Yes, there is a way out of the crisis but is not reasonable to conceive it in practice. The same cultural aspects that allowed it to progress are now the impediments to solving it. It is an enormous frustration.
The way out of the present crisis does not seem to rest in cutting expenses only, which falls in the dilemma of suffocating the economy and, in the end, rebounding on inflation. That is necessary, yes, but cutting the superfluous, in a moment of recession, could better be associated with transporting the amounts cut to pari pasu investments and required expenses, such as in the nation's precarious public health and infrastructure systems. That, as an explicit Government Program, combined with effective measures that do not require large sums of money, such as simplifying the bureaucratic procedures that have made Brazil one of the worse countries to do business in, the simplification of the taxation procedures (even if not reducing the tax burden), the unquestionable assurance of property right, the reduction of protectionism, etc, would no doubt result in the recovery of credibility which, in turn, would signal to the investor, at home and abroad, that this is a feasible country, that welcomes risk-takers and respects their money. A governmental program of this nature may also propose that in the medium term, it will deal with questions such as public security, rationalization of the energetic system, transportation and distribution infrastructure, etc. If it accomplishes its short-term goals, it will eventually acquire credibility for its mid-term proposals. The fact is that the government must govern. This is the only available option.
But again, considering the evolution of facts, it does not seem that we have the will or the competence to do the right things.

Saturday, April 11, 2020

O parasitismo econômico no Brasil



O parasitismo econômico no Brasil


O jornalista e historiador Laurentino Gomes teve o mérito de relatar, em linguagem atraente e accessível, três  importantes momentos da história de Brasil, 1808,  1822 e 1898. Com isso, angariou leitores de diversos segmentos da sociedade brasileira que pouco ou nenhum interesse teriam sobre o tema se não tivessem sido atraídos por curiosidade e pela perspectiva de uma leitura agradável. Graças a Laurentino Gomes, executivos, empresários, profissionais liberais e outros usufruíram do benefício de conhecer um pouco da história do país e de confirmar a mentalidade do brasileiro, em alguns aspectos relevantes, mudou pouco com relação ao que era na primeira metade do século XIX.
Um desses aspectos, possivelmente o mais importante sob o ponto de vista do desenvolvimento econômico e social do país, é o que trata das aspirações das pessoas. A corte fugida de Portugal e trazida para o Brasil por D. João VI não tardou a demonstrar que tinha como principal aspiração mamar nas tetas do governo. E o governo, por sua vez, para custear as aspirações da ninhada, não hesitou em impor elevada carga de impostos, constrangendo o desenvolvimento dos negócios na colônia.
Assim, se as colônias ibéricas no novo mundo já carregavam, por herança cultural e religiosa, o fardo representado por uma elite composta principalmente por funcionários públicos, latinistas, bacharéis e românticos das mais diversas modalidades, enquanto nas colônias anglo-saxônicas a havia mais  técnicos, cientistas, engenheiros e, principalmente, empreendedores. A herança ibérica introduziu, ainda, por sedimentação de usos e costumes, uma categoria adicional: a dos oportunistas aproveitadores.
O entendimento que nos foi facilitado por Laurentino Gomes obviamente não explica tudo mas nos ajuda a encontrar, em nossas raízes, uma parte importante dos porquês de sermos hoje um país eticamente relaxado, corrupto e com fortes tendências paternalistas,  exatamente na contramão dos países que tem apresentado as maiores taxas de crescimento e de evolução de qualidade de vida.
De repente, ficou mais fácil para os leitores de Laurentino Gomes perceber porque, em pleno século XXI, são eleitos simultaneamente para as presidências da Câmara e o Senado  cidadãos de padrões éticos questionáveis, reputação duvidosa e altamente comprometidos com a sustentação de práticas fisiologias dentro das instituições que presidem ou presidiram.
Ficou mais fácil entender um pouco mais sobre a razão da sequência interminável de escândalos e a prevalência absoluta, nos meios de comunicação, de notícias relacionados com impunidade, corrupção, politicagem, violência, insuficiência ou inadequação dos serviços públicos .
Ficou mais fácil também entender o porque do corporativismo generalizado, das bolsas e das quotas e   da profunda  rejeição da meritocracia.
Em suma, ficou mais fácil perceber porque os investimentos do Estado são uma parcela ínfima do PIB, porque o Custo Brasil é exorbitante e porque os investidores internacionais, apesar de sermos  ricos em recursos naturais e termos um dos mercados mais promissores do mundo, fazem restrições a investir no Brasil.

É possível destacar dois elementos que permitem sintetizar  as relações de causa e efeito da ascendência ibérica sobre a formação econômica do Brasil: a presença marcante  dos oportunistas aproveitadores e a sua consequência natural, o enraizamento do  parasitismo em nossos usos e costumes.  Tendo o parasitismo criado raízes, a consequência natural foi o estabelecimento do corporativismo como instrumento de proteção do parasitismo.

O parasitismo não é um conceito abstrato. 
Parasita é um  termo forte e marcante, e pode ser um prato feito para  as patrulhas do politicamente correto.  Porém, não se trata do uso de um termo  impactantes para obter efeito panfletários ou discursos ideológicos. Ele  pode ser  definido em termos matemáticos e pode referir-se tanto uma pessoa, a uma instituição ou a um setor da economia como um todo.
Em todos os casos o parasitismo pode ser definido como um valor absoluto e em alguns casos também como um índice (Coeficiente de Parasitismo) .
O que caracteriza o parasitismo econômico é o mesmo que caracteriza o parasitismo biológico: um indivíduo suga alimentos (recursos) de outro para o seu próprio sustento (interesse). O indivíduo, no caso, do parasitismo econômico, pode ser um funcionário, um órgão público, uma ‘ONG’, uma empresa privada ou pública ou até mesmo um segmento inteiro da sociedade.
Quando um funcionário, por exemplo, produz menos que o seu custo (remuneração mais gastos diretos e indiretos resultantes do seu vínculo funcional), ele mantém uma relação parasitária com a sociedade. O valor absoluto desse parasitismo, em um determinado período, é dado matematicamente pelo valor do produto do trabalho do funcionário  menos o seu custo.  Obviamente, se o resultado dessa equação for positivo, não existe o parasitismo. Se for negativo, existe o parasitismo.
 Essa equação pode ser adequada a várias situações.
Quando uma empresa pública ou privada,  detentora de privilégios de mercado (monopólio, concessionárias de serviços públicos) ,  entrega seus produtos ou serviços à sociedade a preços mais altos ou  qualidade inferior quando comparados com a hipótese de ausência do  privilégios , ela mantém uma relação parasitária com a sociedade. O valor absoluto desse parasitismo pode ser medido pelo  valor recebido pela sociedade em  produtos e serviços menos o valor que seria recebido se a empresa não tivesse privilégios de mercado.

Vale lembrar aqui que esse tipo específico de parasitismo de empresa se tornou fato corriqueiro no Brasil de hoje, em função da presença maciça da corrupção nas relações entre governo e empresas privadas.

Também, quando uma empresa privada recebe subsídios e incentivos do governo e o retorno que dá a sociedade não supera os resultados que seriam obtidos sem artificialismos, caracteriza-se o parasitismo.

E para fechar o ciclo de exemplos, quando o setor público como um todo retorna à população bens e serviços cujo valor é menor que o dos impostos arrecadados (líquidos de investimentos, serviço da dívida e outras obrigações), ele mantém uma relação parasitária com a sociedade como um todo.
Nesse caso específico, é interessante notar que o conceito do parasitismo como índice pode ser um importante instrumento de análise econômica. Esse índice pode ser definido pela seguinte como 1 menos o coeficiente de eficiência do setor público, onde o  coeficiente de eficiência do setor público é igual valor dos serviços públicos prestados á população dividido pelo valor líquido da arrecadação tributária.
Em outras palavras, se o valor líquido da arrecadação tributária for igual a 100 e o valor dos serviços públicos prestados à população for igual a 40, Coeficiente de eficiência do setor público será de 40/100, ou 0,40 e o Coeficiente de parasitismo do setor público será de 0,60.
De todos os exemplos acima, o mais útil sob o ponto de vista macroeconômico, é  o caso do parasitismo do setor público. Seria útil se o IBGE, no cálculo periódico do PIB, fizesse esse cálculo, estimando  e dando destaque a parcela correspondente aos bens e serviços produzidos pelos governos federal, estaduais e municipais.
Porém, para fazer justiça ao setor público, a fórmula precisa ser ajustada por um fator de produtividade que reflita uma diferença aceitável entre a produtividade do setor público e do setor privado. Isso porque, em nenhum país do mundo o setor público é padrão em matéria de produtividade. Alguma diferença é aceitável. O problema é que no Brasil essa diferença transcende os limites da razoabilidade.
Para concluir, incluímos a listagem abaixo, que procura identificar quem são os principais parasitas, as principais consequências do Parasitismo de Estado, os facilitadores do parasitismo (pessoas e instituições) e a ética do parasitismo. Ou seja, como princípios éticos são relaxados no país para facilitar a ação dos facilitadores do parasitismo.








Parasitas:
  • Funcionários com produtividade inadequada a seus custos.
  • Executivos e funcionários, nomeados por critérios políticos, de apadrinhamento etc, com nível de capacitação inferior ao requerido pela função.
  • Empresas estatais com padrões de lucratividade inferiores à de empresas privadas do mesmo negócio ou que forneçam a preços maiores ou qualidade inferior às alternativas que poderiam se fazer disponíveis.
Observe-se, nesse caso, que as parcelas da formação do preço que resultam da carga tributária, refletem o parasitismo do Estado com relação à sociedade transitando pela empresa.
  • Empresas prestadoras de serviço, fornecedoras ou concessionárias de serviços públicos que entregam seus produtos ou serviços a preços superiores ou padrões de qualidade inferiores aos de mercado (ou contratado, no caso de qualidade).

Conseqüências primárias óbvias:
  • Redução da disponibilidade de recursos para investimentos públicos.
  • Redução de recursos para investimentos nas mãos de empresas e cidadãos produtivos.
  • Elevado potencial inflacionário.

Facilitadores do parasitismo:
  • Corruptos que permitem o parasitismo do setor privado,
  • Nepotistas e padrinhos políticos de parasitas.
  • Governantes que trocam cargos por apoio político.
  • Políticos empreguistas, empregos em troca de votos.
  • Políticos ou burocratas que deixam de tomar ou adiam medidas necessárias quando elas são impopulares.
Facilitadores culturais e institucionais:
  • Presença, ainda importante e profundamente enraizada da mentalidade ibérica
  • Aceitação do Estado como Provedor
  • Governo grande
  • Complexidade normativa (dificuldades que facilitam vender facilidades), como órgãos de controle ambiental de níveis federal, estadual e municipal operando nas mesmas áreas e com atribuições semelhantes.
Relaxamento ético da sociedade.
  • Evidências de corrupção sem investigação ou processo.
  • A obstrução política, abertamente realizada inclusive dentro do congresso, para evitar investigações.
  • A falta de uma ética no sentido de quem é acusado ter a obrigação de exigir que seja investigado, afastando-se provisoriamente do cargo.
  • A falta de consciência (percepção) do povo para o fato de a obstrução da investigação é sinal de culpa.
  • Atrocidades legais como a possibilidade  do congressista renunciar para não ser cassado e não perder os direitos políticos
  • Falta de percepção, inclusive da imprensa, para o fato de que troca de cargos por apoio político equivale exatamente à troca de dinheiro público por apoio político. O mensalão acabou resultando em condenações, mas nem se cogita, no Brasil, de impeachment pela acomodação de interesses políticos com loteamento de cargos no governo.  O petrolão

Não é totalmente evidente para a sociedade os fatos de os ungidos receberem remuneração através de dinheiros públicos, de não terem sido selecionados devido a qualificações adequados às exigências do cargo ( e portanto tendem a administrar mal a coisa pública) e o que pior: receberem poder sobre administração orçamentária cuja destinação pode servir a interesses pessoais ou partidários. Em outras palavras, não é totalmente evidente para a sociedade que essa prática é favorecimento da administração ruinosa do patrimônio público.

Feinberg, ou, se Paulo Freire tivesse juízo


Em apenas dois terços de uma página de revista, o  Mike Feinberg diagnostica o mais complexo problema da educação fundamental em áreas de intensa pobreza e  indica   uma solução.
O problema: no ambiente familiar das classes mais pobres as crianças  convivem  com uma cultura que  incentiva e valoriza o conhecimento muito menos que o  desejável.
A solução: manter essas crianças o maior tempo possível em um ambiente cultural mais propício e empregar práticas educacionais e gerenciais adequadas. 
Dentre as práticas que as escolas devem adotar;  Feinberg destaca:
  • a responsabilidade  dos alunos pelo fracasso.
  • a adoção de horário integral  para que os alunos possam dedicar-se a aprender  e a praticar o que aprendem (ler muito e fazer muitos exercícios de matemática, por exemplo);
  • o compromisso   incondicional com o mérito e rompimento com o igualitarismo.
  • a gestão por padrões empresariais ("incentivar os quadros mais talentosos e ter pulso para se livrar dos menos eficazes" (quebrar o tabu das demissões).
  • combate ao corporativismo, que Feinberg qualifica como " um incômodo obstáculo à qualidade".

Feinberb informa que outros países do terceiro mundo já têm escolas que se baseiam nos dois pilares do sucesso de seu método: professores competentes e alunos imersos na escola em tempo integral. E ele se pergunta: por que não o Brasil?

Lamentavelmente, onde o populismo prospera os  ensinamentos de Feinberg não encontrarão boa receptividade. Para os partidos populistas, a educação e a cultura são ótimas bandeiras, Porém, o compromisso com sucesso efetivo dos projetos educacionais é uma grande encrenca, pois eleitor esclarecido não vota em  político populista.
Daí, é possível antever como será a receptividade do setor publico brasileiro aos ensinamentos de Feinberg:
  • o  diagnóstico do problema, e o rompimento com o igualitarismo, serão   tachados de elitistas e de preconceituosos; 
  • os professores públicos não assumirão a responsabilidade pelo fracasso de seus alunos, até porque o funcionário público, se não for pego roubando e se não matar,  não será responsabilizado por nada;
  • a remuneração vinculada ao mérito será considerada  um afrontamento ao igualitarismo e um perigo para os mediocres.  Demissões, então, nem pensar.

Também, seria ingenuidade acreditar que os praticantes do  corporativismo, sentimento tão profundamente enraizado na cultura do serviço público brasileiro, venham a levar em conta se estão ou não sendo um obstáculo à qualidade.
Por essas razões, não se deve  esperar que o governo populista tenha vontade política de implementar as idéias de Mike Feinberg. 

É preciso, ainda, considerar o fator custo. O ensino em  tempo integral é caro assim como é caro remunerar adequadamente os professores competentes. 

Porém, em artigo recentemente publicado em Veja, Mailson da Nóbrega mostrou que o percentual do PIB que o Brasil gasta com educação não é baixo em relação ao que gastam  países que têm resultados muito melhores que os nossos. Como sempre brilhante, o Mailson da Nóbrega critica a fixação dos gastos com educação em 10% do PIB e deixa claro  que o problema educacional do Brasil é de gestão e não de dinheiro.

Um dia, talvés, Mailson.… quem sabe?



Sunday, March 01, 2020

O Papa Francisco outra vez, meu deus, que horror!


O papa Francisco, desde que foi eleito, tem se esmerado em expressar repúdio ao capitalismo, Suas posições sempre foram generalizadas na forma e românticas no conteúdo. Nesses pontos ele não difere em nada dos intelectuais de esquerda, notadamente dos latinos. Agora sua santidade resolveu convidar os jovens economistas de todas as partes do mundo, sem distinção de credo ou nacionalidade, para , em março de 2020, na cidade de Assis, iniciarem um processo de mudança global para repensar a economia com o objetivo de torna-la mais justa, inclusiva e sustentável, sem deixar nenhuma pessoa para trás. Não passei ainda do primeiro parágrafo e já não entendi: “sem distinção de credo ou nacionalidade” mas porque excluir logo a  nós, os velhinhos, que se temos pouco ou nada a contribuir, temos, pelo menos, a experiência dos fracassos em lidar com ideias utópicas.
Ora Francisco. O senhor, ao ousar promover um evento com tão formidável objetivo, deixa claro que tem plena consciência da magnitude de sua influência secular sobre grande parte dos habitantes do planeta. Porém para nós, os menos crédulos, deixa a dúvida se tem ou não consciência da irresponsabilidade que é, um não iniciado em matéria de economia, contemplar o desejo pueril de que uma iniciativa sua possa produzir um caldeirão de ideias capazes de mudar o mundo.
O caldeirão que distila as ideias de Francisco é repleto de esoterismos econômicos, bem apartados do padrão ortodoxo que caracteriza o posicionamento de economistas responsáveis.
As poções do caldeirão que produz o  receituário do pensamento econômico exotérico inclui controles de preços, distribuição de renda por decreto e outras bruxarias mais ou menos exóticas. Já em caldeirões mais sofisticados são destiladas poções mais refinadas, capazes de  moldar regimes inteiros conduzidos por caudilhos bolivarianos.
Em suma, é o supra sumo da irracionalidade e do desleixo do Pontífice, analfabeto de pai e mãe em temas econômicos, porém provido de um gargantão de enorme alcance, buscando emprestar autoridade  a propostas românticas e desprovidas de conteúdo ortodoxo .  Propostas ingênuas, visando a distribuição, para todas as partes do mundo, sem distinção de credo ou de nacionalidade,  dos instrumentos de provimento da compaixão e da fartura para todos.
Parece que boa parte das pessoas, principalmente no terceiro mundo, inclusive o Papa
Francisco, não entendeu ainda as lições da queda do muro de Berlim. É mais provável que essas pessoas não tenham tido o alcance ou não tenham querido entender que   não surgiu, até  hoje,  opção para  a propriedade privada e para o o livre funcionamento dos mercados. Elas  ainda guardam uma vaga nostalgia por alguma forma de organização social que não conseguem  definir com clareza. Esse ponto foi brilhantemente definido pela colunista do Telegraph,   Janet Daley  em   04   /  02   / 2012 .   .....” uma boa parte da população acalenta  uma vaga noção de que existe um modo completamente diferente de fazer as coisas, que é mais benigno e mais justo- no qual ninguém se machuca ou fica em desvantagem –-- e que está disponível para ser escolhido desde que os políticos tenham  a generosidade e a bondade de adota-lo.  Porque acreditam nisso?  Porque a lição que deveria ter sido absorvida no tumultuado final do século passado nunca encontrou o caminho da cultura  popular--– nem mesmo  do cânone  do debate  politico de alto nível.“ (Tradução do autor)
Segundo Francisco, há que buscar “uma economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a depreda. Um evento que nos ajude a estar juntos e nos conhecer, e que nos leve a fazer um ‘pacto’ para mudar a atual economia e dar uma alma à economia do amanhã.” E viva Janet Daley.
Não podemos esquecer que o Papa Francisco faz parte de uma categoria que inclui grande parte dos intelectuais latino-americanos, Caetanos, Chicos e outros. Não que Francisco possa ser considerado um intelectual, mas ele se credencia a participar do grupo pela constância com que repete frases feitas de críticas ao capitalismo e a seus símbolos. 


O coronavirus tem também seus efeitos positivos. Pelo menos no curtissimo prazo estaremos livres desse evento do Sr. Francisco.
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Friday, February 21, 2020

A falta de uma proposta

O socialismo acabou quando a estatização dos meios de produção foi colocada a prova. A gestão pelo Estado fracassou por uma causa insuperável. A incompetência resultante da ausência do olho do dono. Outras causas existiram, como  a  corrupção, também inerente à  ausência do olho do dono. O resultado: a queda do muro de Berlim.

Thursday, February 13, 2020

O romantismo ideológico

O romantismo ideológico nasce na adolescência, floresce na juventude e deveria entrar  em colapso na maturidade. Só que não.

Monday, February 10, 2020

Quem tem alguma noção do valor do dinheiro no tempo sabe que R$1,00 recebido hoje vale mais que R$1,00 a ser recebido em qualquer data futura. Da mesma forma, quem tem alguma noção de comercio sabe que o comerciante está disposto a vender o ser produto pelo preço vigente. Segue-se, portanto, que quem tem alguma noção de lógica elementar sabe que é um absurdo uma empresa receber antecipado pela venda do produto e fixar um prazo de validade para a sua retirada, sem que isso seja justificado por custos de logística. É o caso, por exemplo, de um assento vendido por uma empresa de aviação. Se o passageiro pagar hoje se ele só vai voar no futuro, quanto mais no futuro ele voar melhor para a empresa. O absurdo é ainda maior no caso de uma empresa que vende, antecipadamente, créditos em reais para uso futuro, quando nesse futuro o preço do produto pode ser reajustado, resultando em uma utilização de uma quantidade maior de créditos para a obtenção do mesmo produto. E o absurdo torna-se ainda maior se essa empresa é uma concessionária de um serviço público, como a telefonia celular, por exemplo, que vende cartões pre-pagos com prazo de validade.

O governo, que aqui tem o mau costume de meter o bedelho onde não é chamado, em casos como este, fica explicavelmente omisso.  A explicação é óbvia: incompetência e, principalmente, conivência.
Em finanças existem diferentes tipos de risco. Quem vende um produto para entrega futura e recebe antecipado, pode sim determinar o limite para o  prazo de entrega para limitar seu risco de uma variação brusca no preço de mercado. Isso é um bom negócio para a empresa porque normalmente o custo de capital para a empresa vendedora é superior à taxa básica do merca. No momento que a empresa decide fazer essa operação, ela assume o risco de uma alta do preço do produto maior que o seu custo de capital??. Nesse caso, a forma virtuosa de fazer o negócio é prometer recomprar o direito de recebimento, ou obrigação de entrega, pelo preço da compra mais os juros. Agora, simplesmente cancelar o direito do comprador, sem retribuição, é uma prática viciosa que deveria ser submetida a punição.

Monday, January 27, 2020

Devastação da Amazônia

O instituto de pesquisa Imazon, em Belém, monitora o desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos. No levantamento divulgado esta semana, foram derrubados 1.700 quilômetros quadrados de floresta nativa, entre agosto de 2014 e fevereiro deste ano (2015). A área desmatada é maior que a cidade de São Paulo.
Comparando essa derrubada com o período anterior, o desmatamento na Amazônia aumentou 215%.
"A perspectiva é se continuar nessa tendência de aumento do desmatamento, a gente ainda vai detectar um crescimento nas estatísticas do desmatamento nos próximos meses", diz Marcelo Justino, pesquisador do Imazon.
O Ministério do Meio Ambiente disse que não comenta os dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Imazon por não considerá-los oficiais.
A informação acima é a mais recente encontrada  na internet. Peço a ajuda de leitores para buscar informações mais recentes e, principalmente, dados da Amazônia Legal - Imazon.
www.imazon.org.br/PDFimazon/.../SADJaneiro2016_newsletter.pd...

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Desmatamento e Degradação Florestal em janeiro de 2016 na Amazônia ... Evolução do desmatamento entre os Estados da Amazônia Legal de agosto de ...e evolução do desflorestamento.
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