Thursday, November 21, 2019

O inimigo maior

Está definitivamente descartada a hipótese de uma esquerda coerente e viável  com uma proposta coerente e viável.
A ficha não caiu com o muro de Berlim. Foi preciso que ruissem também  os sonhos ambivalentes gerados por governos assumidamente esquerdistas na Venezuela, na Argentina e no Brasil, países de inegável porte econômico,  para que os pilares políticos do esquerdismo partidário desmoronassem. Não que esses governos tivessem assumido proposições explicitas de deslocamento do capitalismo e de implementação de economias socialistas de fato, como a socialização geralizada dos meios de produção. A Venezuela foi o país que chegou mais perto disso e foi também o país que sofreu o mais retumbante fracasso.
Os fatos estão aí para quem quiser medidas de resultados. Elas não são o objeto deste post, assim como não o são os poucos alucinados que insistem em negar esses fracassos ou atribuí-los ao superpoder que sempre se faz presente com sua implacável missão de aniquilar os pobres. Em outras palavras, o poder de compra, magnificado nas formas  de negócios, de classes sociais e de um país icone, os EUA.
O fato é que o esquerdismo politicamente organizado está catando os cacos e procurando se reinventar para sobreviver. Mas atenção: sem nenhuma proposta, só apelando para a união de facções. Leiam umas tantas publicações de esquerdistas e formem suas próprias opiniões. Leiam Carta Capital,

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