Thursday, November 21, 2019

Os tempos estão bicudos - Macacos me mordam se isso mudar


É preciso começar por um diagnóstico realista.

Eis o  dilema do subdesenvolvimento. Propostas populares não funcionam e propostas racionais são impopulares.
Lamentavelmente o mesmo é verdade dos diagnósticos. Expor a realidade é extremamente impopular.
Qual governante teria a coragem, no Brasil de hoje, de afirmar que "pior que diagnóstico só o são as perspectivas" como escreveu Fernando Antônio Roquette Reis, coordenador geral do Diagnóstico da Economia Mineira, publicado em 1968 pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.
No Brasil de 2017 prevalece o sentimento da expressão  "me engane que eu gosto". Abrir o verbo sobre quem somos e para onde nos dirigimos é suicídio político no mundo ilusório e hipócrita  do politicamente correto.
Fernando Reis não foi diretamente meu mestre; foi mestre dos meus mestres. Eu tomo a liberdade de iniciar este post assumindo sua afirmação como a própria essência do que considero o diagnóstico da econômia brasileira em 2017.  Faço isso com especial reverência ao fato de que ele, na época, como alto executivo do governo de Minas, assumiu riscos políticos com que eu hoje, um mero aposentado, não tenho que me preocupar.
O momento deste post merece uma observação. Hoje, em fevereiro de 2017, espera-se que Temer realize importantes reformas, principalmente as da CLT e da Previdência, que representam passos importantes para o futuro equilíbrio fiscal do país. Este fato, entretanto, parece até mesmo simbólico com relação ao tema aqui proposto, que o Brasil é e será um país de avanços e retrocessos no campo econômico. Espero que estejamos em uma fase de avanços, posterior à pior fase de retrocessos que já enfrentamos, nos 13 anos de governos populistas. 

Ver Crises e Paliativos no Keep



Ver o Perigo está nas esquerdas, de Rodrigo Constantino no Keep.
"Na fase imberbe de nossa democracia de massas, estimulou-se a ideia de que não havia limite para financiar direitos. O atendimento ao anseio coletivo de produzir bem-estar social contornou a difícil tarefa de impor derrotas ao anacronismo, ao privilégio e à ineficiência.
Adotou-se a via clientelista: quer um direito? Então reserve uma fatia eterna da verba pública na Constituição. Se a soma de tudo ultrapassar a capacidade do Tesouro, aumentam-se os impostos e toma-se mais dinheiro emprestado, a juros de esfolar as gerações seguintes."
Em outro artigo, o Mesmo Rodrigo em Isto È de 03 de fevereiro de 2017, emenda: A tática usada pela esquerda tem sido a velha máxima romana: dividir para conquistar. Joga negros contra brancos, mulheres contra homens, gays contra heterossexuais, sempre de olho nas vantagens políticas dessa “marcha das minorias oprimidas”. Lança mão de um arsenal de hipocrisia, a ponto de vermos gays e feministas louvando o Islã para atacar o Cristianismo!
Essa esquerda banca a democrata, mas não tolera o resultado da democracia quando perde. Fala em amor, mas prega até jogar uma bomba na Casa Branca. Discursa em prol da tolerância, mas parte para a agressão verbal e até física contra os adversários. Louva a diversidade, mas só aceita quem reza a mesma cartilha politicamente correta. Condena o “fascismo”, mas tenta intimidar os demais, exatamente como faziam os fascistas." Concordo com você Rodrigo, as esquerdas não são mais esquerdas, deixaram de ter um sentido econômico para assumir o sentido  do coitadismo, limitado ao escopo  das lamentações e agressões à ordem estabelecida e a tudo o que é convencional. Além dos inimigos antigos, os EUA, as elites, os bancos e o capitalismo em geral, resolveram detonar o ocidente e quaisquer segmentos da sociedade que, por não serem oprimidos, automaticamente se tornam opressores. E aí, como você bem diz, joga  os oprimidos contra todos os que não o são.  Se você não é gay, negro, feminista, favorável à  imigração incontida ou defensor do equilíbrio fiscal, você é um agente da opressão e carece de generosidade e compaixão pelos menos favorecidos.
Às vezes fico pensando comigo mesmo, o que querem esses caras depois que perderam a bandeira dos socialismo?   Dá para entender quando se considera a classe dos políticos e funcionários públicos que têm interesses específicos em manter uma imagem de defensores dos oprimidos pela via de instigar a revolta de uma categoria contra outra. Dá para entender perfeitamente quando se caracteriza um fato de opressão. O que não se entende é porque é preciso balizar o bem e o mal em esteriótipos de comportamento em que o bem sempre está associado ao não convencional.
Os meios de comunicação da chamada esquerda tem procurado dar conotações negativas às palavras conservadorismo e austeridade.  De onde vem isso? Certamente não é do léxico. Nem é das famílias estáveis  nem das empresas sólidas nem dos países prósperos.  É natural que  jornalistas, ideológicos ou não, tenham vontade de que o léxico seja mudado, mas por favor esperem que isso seja feito pela evolução dos usos e costumes, como ocorre em qualquer idioma. Tentar fazer isso na marra é, na melhor das hipótesis, uma presunção ridícula.       .
O inimigo não é mais o esquerdismo histórico. O esquerdismo, hoje,  está na categoria do sub-óbito. Ele tem sua cota fundada no DNA cultural, mas não tem propostas para aumentar essa cota. O inimigo não está mais na ação das esquerdas, naufragadas nos governos do PT. O inimigo está na inação, no medo de agir, no medo da impopularidade. Estamos livres do PT e do PSOL por algum tempo. Mas não temos demonstrado competência para aproveitar o período de carência que nos foi legado pelas lambanças do PT.As corporações, que só se manifestam mediante ameaças, estão latentes. não estão ativas Se manifestam contra as reformas mas se  reservam sobre a exigências de mais beneses. Os tempos não permitem.O  ambiente não é propício. Sentiram o golpe e se colocaram na defensiva para recuperar o folego.
Leiam os períódicos de esquerda. Leiam Paulo Henrique Amorin, Beluzzo, Nassif, Carta Capital e coisas do gênero. Ouso até  sugerir que tenham a paciência de ler Jânio de Freitas e Andre Singer. Só tratam do que são contra. Nenhuma proposta exceto no campo político: como devem se unir para sobreviver os que sempre se dividiram em facções. Falam em se reinventar. Reconhecem sua decadência. Falam de direitos humanos, de combate ao racismo e defesa de direitos de minorias, como se essas fossem bandeiras da esquerda e não da sociedade como um todo. Ainda se acham  os monopolistas do bem nessas áreas. Nenhuma palavra sobre alternativas econômicas exceto sua discordância das reforma da previdência, da CLT e  uso de palavras de ordem do tipo conservadores, entreguistas e coisas do gênero. Alguns, de forma dissimulada, pregam uma revolução indefinida contra o sistema capitalista, mas sem coragem para mencionar o socialismo. Todos os pronunciamentos de "opinião" dos esquerdistas refletem o comportamento de um animal acuado.Como reagir? Como sobreviver? Toda a literatura disponível na mídia esquerdista  revela o esquerdismo como o inimigo mais frágil da racionalidade no momento político atual. Não existe mais um inimigo externo. Está aniquilado e não tem a ousadia de tocar em temas econômicos. .
O inimigo realmente mortal é a incompetência dentro das demais forças que fazem parte do ambiente político.  A descomunal prevalência do fisiologismo sobre os interesses nacionais.A incompetência generalizada.  Estamos, dentre os países relevante, entre os mais incompetentes do mundo. Somos a própria imagem do fracasso. Somos reféns do método Temer de combater o fisiologismo com amis fisiologismo, para garantir as reformas que ele pretende realizar por absoluta falta de opções. Como realizar essas reformas sem Jucá. sem Padilha, sem Maia, sem a sua própria índole? Temos que engolir isso porque não podemos esperar absolutamente nada do que virá em 2018. Ninguém  se elegerá em 2018 sem apelar para o populismo.E ninguém estará disposto a recorrer ao estelionato eleitoral feito por Dilma Roussef.  Só Temer tem o poder na mão sem ter prometido nada.O único pilar em que podemos nos amparar é o pilar do paliativo imediato e dos paliativos subsequentes. Vamos continuar sendo o país dos retrocessos e das correções paliativas. Não temos competência nem juízo.
Espero que eu esteja errado.

A nossa incompetência

Tudo começou com a nossa ascendência histórica.Herdamos a compulsividade de mamar nas tetas do governo. É muito mais fácil  e mais que produzir.  E é muito mais compensador  que competir. Para início de conversa, é uma opção mais  apropriada à nossa índole que trabalhar duro.Já detalhei este ponto.  Faço referência ao meu  post http://joaolucio-jlf.blogspot.com.br/2016/11/o-parasitismo-economico-no-brasil-o.html.




Diagnóstico realista. Reconhecimento de incompetências. Pontos fracos e forte, ameaças e oportunidades.
Responsabilidades no sistema federativo e municípios. Cobertura de déficits. Operações de salvamento.
Follow-up de diagnósticos de êrros. Tribunal Superior de Justiça. Check list dos horrores evidentes esquecidos após as ocorrências. Vigilância. Celulares nas prisões. Rebeliões de presos. Vasamentos de denúncias. Problemas de gestão complexa e comprometedores de popularidade (deixados de lado exatamente por esses fatores). Eficácia gerencial. Fazer as coisas certas. Agenda da eficácia.
Equilíbrio fiscal
Origens e aplicações de recursos
Benefício custo
Produtividade e distribuição da produtividade.
Desperdícios, privilégios, mordomias, parasitismo, CORPORATIVISMO
Estado enxuto. Superposições de funções.Govenabilidade estrutural. Número de pessoas se reportando ao executivo chefe. Cargos de assessoria mal definidos. Espelho nos países austeros.
Ambiente amigável aos negócios. Simplificação dos sistemas e procedimentos.
Proteção da concorrência
Controles e avaliações de resultados. Responsabilização de pessoas. Punição de fraudes e desvios de propósitos. Vigilantes.

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