Em meu blog de 01/12/2016, "A ética, a Lei e a gestão pública" , afirmei que não temos visto pedidos de auto-afastamento de políticos ou funcionários que se tornaram réus.
Hoje, o advogado José Yunes entregou carta de demissão ao presidente, em que diz que tomou a decisão para "preservar" sua dignidade, por ser citado na delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho.
Não tenho a menor ideia se Yunes tem ou não culpa no cartório ou sob que circumstâncias pediu demissão. Isso fica para as investigações e para a justiça. Só sei que, mesmo sem ter se tornado reu, pediu demissão para eventualmente se defender fora do cargo. Não posso mais dizer que não tenho visto esse tipo de atitude. O fato é que o senhor Yunes fez exatamente o que a sociedade espera.
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